Destino: Rio de Janeiro, RJ
Período: 30/dez/08 a 4/jan/09
Transporte: Carro
Hospedagem: Casa de amigos
Finalidade: Passar o Réveillon com os amigos na Cidade Maravilhosa
Réveillon é uma das datas comemorativas que mais gosto. Acho que por isso algumas das minhas melhores viagens foram em Réveillons. Neste ano combinamos de passar na casa de uma amiga (na verdade, amiga de um amigo) em Ipanema, no Rio.
As impressões já começam pela viagem - de carro - do norte do estado para a capital. Antigamente costumava fazer um trecho da viagem pela estrada Via Lagos, que dá acesso a Búzios e Cabo Frio, porque neste trecho a BR101 era um horror. Os inconvenientes eram o pedágio (que acho caro, proporcionalmente ao trecho e ao fato de mais da metade do percurso pedagiado possuir acostamento de grama!!) e o tempo que se perdia com quebra-molas e limitadores de velociadade, uma vez que a Via Lagos continua por dentro das cidades da região dos lagos. Isto encarecia e viagem em R$12,00 (o preço do pedágio em cada sentido) e tomava pelo menos 45 minutos a mais.
Desde meados do ano passado o trecho da BR101 que passa pelo Rio foi privatizado. Apesar de não ser um grande entusiasta das privatizações (vide R$12,00 por 50km e acostamento de grama), a privatização da BR teve um efeito rápido na melhoria da qualidade da conservação e sinalização da estrada. Hoje, apesar de ser pista simples, considero que a viagem de quem sai do norte do estado para o Rio é mais segura pela BR, já que a estrada está sem buracos e a sinalização está ótima (inclusive o mato alto que tapava algumas placas foi cortado). Como tudo na vida tem um preço, as praças de pedágio já estão quase prontas... mas enfim, acho que a relação custo-benefício, mesmo com o pedágio, vai ficar melhor que a Via Lagos. Veremos.
Ficamos hospedados na casa do nosso amigo no Flamengo do dia 30 para 31. Como meus pais e minha irmã também estavam no Rio para o Réveillon, nesta noite combinamos de encontrá-los. Após umas taças de espumante e petiscos "Tia Rosinha" na casa em que eles estavam hospedados, fomos jantar num boteco de Ipanema, o Manoel & Juaquim. Já conhecia o bar de outros Réveillons (inclusive eles têm - ou tinham - uma filial em SP) e posso dizer que é uma comida de buteco excelente, assim como o chope, muito bem tirado. Mas desta vez, como o programa era jantar, acabei pedindo a sugestão do garçom, que era um bacalhau. A dica aqui é a seguinte: as porções para 1 pessoa servem 2 e as para 2 servem tranquilamente 3. Além da porção generosa, o serviço foi muito bom (apesar do período de festas e do bar estar lotado). Mas o ponto negativo é que achei o bacalhau meio sem sal. Posso até ter dado azar, mas como outros colegas pediarm frango a passaralho (com muito alho...hehehe) e estava ótimo, fiquei com o pensamento na cabeça: em buteco, só comida de buteco.
Dia 31 acordamos e fomos para a casa da colega ajudar nos preparativos. Como ninguém é de ferro, já começamos a tomar umas e quando a festa começou (quando começou mesmo?), já estava pra lá do Zimbábue. No momento da virada fomos para Copacabana e ficamos ali no posto 6, próximo ao forte. Não sei se foi a posição ou a vodka, mas achei a pirotecnia meia boca. O lance da contagem regressiva na roda gigante foi legal. Em resumo, a virada foi bacana, pois é sempre emocionante passar o réveillon em copa. Para quem quiser se aventurar alguma vez, chegue cedo, fuja das multidões (ficar perto do palco é meio doidera) e nunca, NUNCA pense em ir de carro pra copacabana no dia 31. O risco de passar a virada no carro é imenso.
Acordei por volta das 7 da manhã do dia 1º, meio embriagado, e fui caminhar na orla de ipanema, pois acabamos indo dormir na casa do amigo dos meus pais. Descobri que a galera faz um after lá no Arpoador, que estava bem agitado para o horário: mais de 100 pessoas dançando e bebendo. Fica a dica.
Primeiro dia do ano, feriadão, todo mundo de ressaca e tudo fechado. Acabamos indo pra um dos únicos programas disponíveis à noite: jogar boliche no barra shopping. O lugar em si é muito bom, mas achei os funcionários meio atrapalhados. Para se ter uma idéia, levamos quase meia hora pra pagar(!), depois de já termos saído da pista e tudo. Saímos de lá e fomos jantar no Outback, que fica no New York, um anexo do Barra Shopping. É um restaurante de carnes, no estilo australiano. Comida boa (um pouco apimentada, para os que não são iniciados) e preço justo. Destaque para a cebola gigante à milanesa de entrada.
Dia seguinte fomos almoçar na Majórica, uma churrascaria tradicional que fica no Flamengo. Digo tradicional porque é uma das poucas churrascarias não-rodízio que sobraram. Ambiente simples, mas acho a casa um pouco fechada demais, sem janelas ou entradas de luz natural. Muitas famílias. Carnes no ponto certo e preço justo. Adoro também a batata frita "pastel", que o garçon gentilmente ensinou a receita para a chef de cozinha que nos acompanhava (e agora estou ansioso para a degustação na casa dela. rsrsrs). À noite tentamos ir para a Lapa mas, como era esperado, estava tudo absolutamente lotado. Daí pegamos um táxi e fomos dançar na Casa da Matriz. É uma casa noturna instalada num casarão de Botafogo, que tem duas pistas de dança (uma no térreo e outra no andar de cima). Foi minha primeira vez na casa e a impressão que ficou na minha memória foi de lugar cheio. Muito cheio. Pra falar a verdade, quase morguei e pedi pra sair. Mas o pessoal arranjou um cantinho e pudemos curtir um pouco. Pessoal por volta dos 25-35 anos. Música brasileira dançante nas pick ups. Uma coisa extremamente bizarra é o fumódromo da casa: um quartinho no andar de cima, sem janela, que o fumaça chega a ficar densa, e com um figura tocando gaita (imagino que ficar aspirando e soprando naquele ambiente não seja nada salutar...). Sinistro. Ficamos até umas 4 da manhã e partimos.
Resumindo, foi um Réveillon simples mas bem divertido. Deu uma enriquecida nas minhas impressões.
Até a próxima viagem.
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