terça-feira, 31 de março de 2009

Buenos Aires

Destino: Buenos Aires

Período: 5-8/fev/09

Transporte: Avião

Hospedagem: Hotel

Finalidade: Final de semana prolongado com comemoração em BsAs

Foi a primeira vez que estive em BsAs no verão. Incrível como os dias são longos! Anoitece depois das 9 e meia da noite!!

Começando as impressões pela companhia aérea. O serviço da TAM do Rio para BsAs foi excelente. Nos últimos anos vinha achando que a TAM tinha piorado muito os serviços pra competir em preço com a Gol, mas nesta viagem tive a grata surpresa de presenciar a volta da superioridade dela e da diferenciação pela qualidade. Os preços eram, de fato, muito semelhantes, mas tenho certeza que não seria tão bem atendido se voasse com a Gol.

Diferentemente do que costumo fazer, esta foi uma viagem que dediquei boa parte do meu tempo às compras. (em breve vou fazer um post sobre as atividades de uma viagem). Não posso deixar de destacar duas regiões de outlets de BsAs (que são bem perto uma da outra): calle Córdoba, entre os números 4000 e 5000; e a esquina da calle Gurruchaga com a calle Aguirre. Ficam um pouco distantes do centro, uns 10-15 minutos de táxi), mas a variedade de lojas e os preços compensam. Destaque especial para as lojas da Puma e da Lacoste, que têm preços bem mais baixos que nas lojas da calle Florida ou dos shoppings de BsAs (que já são bem menores que no Brasil).

Testei as compras no Unicenter, shopping muito comentado em guias e sites como uma boa opção para compras, mas fiquei um pouco decepcionado. Explico. Os preços das lojas do Unicenter são muito parecidos com os da calle Florida ou outras ruas de comércio de Palermo ou Recoleta. Com a desvantagem de você estar num "mall" e não passeando pelas ruas da cidade. A vantagem, talvez, é concentrar as compras todas num só lugar, num só dia. Além do mais, o shopping fica longe, numa cidadezinha nos arredores de BsAs (uns 45 min de carro), o que faz com que se "perca" todo um dia neste "passeio". Então,se sua estadia for curta e, principalmente, se for sua primeira viagem a BsAs, acho que não vale a pena visitar o Unicenter. Eu não volto.

Outra pequena decepção com as indicações de guias foi a parrilla do Siga la Vaca, em Puerto Madero, quase uma unanimidade em guias e sites. O esquema do restaurante é o seguinte: preço fixo para almoço, sobremesa e refrigerante. A parrilla é feita por dois churrasqueiros numa grelha imensa, as carnes colocadas lado a lado. Você chega com seu prato e pede o corte de carne que deseja e depois se serve de acompanhamentos que ficam ao lado (bem fraquinhos...), semelhante a restaurantes a peso com churrasco aqui do Brasil. O detalhe é que, como é um restaurante para turistas, o churrasqueiro te serve qualquer coisa. Pedi um bife de chorizo e ele tirou um naco de uma carne bem passada falando alto "bife de choriiizooo" (acho que pra alertar o outro churrasqueiro para não servir o mesmo pedaço de carne a quem estivesse ali perto e pedisse outra coisa). Daí voltei e pedi uma colita de cuadril. Ele pega o mesmo pedaço de carne bem passado, tira um naco e grita "cuadriiilll". Carne mal passada, nem pensar! Apesar de tudo, não achei caro. (também vou me lembrar de fazer um post sobre o preço das coisas). Mas para quem quer provar um "asado argentino" de primeira, recomendaria a Caballeriza, com endereços em Puerto Madero e na Recoleta. Aliás, o melhor chimichurri que já experimentei.

Ótimas impressões: sorevete de doce de leite do Freddo (meu preferido é o com almendras bañadas - amêndoas banhadas em chocolate), fim de tarde (9 e meia da noite ainda é tarde??) na varanda do La Biela, caminhadas sem fim por Puerto Madero.

Tudo barato, exceto a hospedagem, como tem sido nos últimos anos. É o BBB de Buenos: Bom Bonito e Barato.

Enfim, uma viagem que não me canso nunca de repetir. E viva a cidade mais charmosa da América do Sul!!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Búzios na casa de amigos

No final de semana retrasado estive em Búzios na casa de uma amiga com um grupo de outros amigos. O final de semana foi de muita piscina, churrasco e caipirinha, o que por si só já é muito bom. Mas Búzios sempre te oferece mais do que você espera. É um lugar único, encantador.

A rua das pedras continua com seu charme irresistível (e neste período entre o revéillon e o carnaval, cheia de promoções) e um visual fantástico da Orla Bardot no fim de tarde, ainda (ou já) com alguns transatlânticos ancorados. Parada básica para um crepe no Chez Michou, que continuam muito bons. O restaurante tem um clima muito legal, acho que devido às mesas e balcões dispostos em diversos níveis e ao fato de ser a céu aberto, aproveitando o visual de uma enorme castanheira que se debruça sobre o balcão. Destaque para o crepe doce de banana coberto com calda de chocolate (única) e crocante de amendoim (único, também) acompanhado de uma bola de sorvete de creme.

A viagem em si comprovou impressões que já notara: a rodovia Amaral Peixoto, que liga a região dos lagos à costa do sol, no norte do estado do RJ, está cada vez mais perigosa: asflato irregular, trânsito intenso (devido a passar por dentro das cidades), veículos mal conservados, pista única com muitas ultrapassagens imprudentes, inúmeros radares e lombadas. A velocidade média nesta via não passa de 50km/h.

Meus posts tavam ficando um pouco longos e, por consequência, demorados para publicar. Então decidi que as próximas impressões vão ser postadas de maneira fragmentada, para manter a constância de postagens e não deixar a leitura entediante.

Abraços,

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Réveillon no Rio

Destino: Rio de Janeiro, RJ

Período: 30/dez/08 a 4/jan/09

Transporte: Carro

Hospedagem: Casa de amigos

Finalidade: Passar o Réveillon com os amigos na Cidade Maravilhosa

Réveillon é uma das datas comemorativas que mais gosto. Acho que por isso algumas das minhas melhores viagens foram em Réveillons. Neste ano combinamos de passar na casa de uma amiga (na verdade, amiga de um amigo) em Ipanema, no Rio.

As impressões já começam pela viagem - de carro - do norte do estado para a capital. Antigamente costumava fazer um trecho da viagem pela estrada Via Lagos, que dá acesso a Búzios e Cabo Frio, porque neste trecho a BR101 era um horror. Os inconvenientes eram o pedágio (que acho caro, proporcionalmente ao trecho e ao fato de mais da metade do percurso pedagiado possuir acostamento de grama!!) e o tempo que se perdia com quebra-molas e limitadores de velociadade, uma vez que a Via Lagos continua por dentro das cidades da região dos lagos. Isto encarecia e viagem em R$12,00 (o preço do pedágio em cada sentido) e tomava pelo menos 45 minutos a mais.

Desde meados do ano passado o trecho da BR101 que passa pelo Rio foi privatizado. Apesar de não ser um grande entusiasta das privatizações (vide R$12,00 por 50km e acostamento de grama), a privatização da BR teve um efeito rápido na melhoria da qualidade da conservação e sinalização da estrada. Hoje, apesar de ser pista simples, considero que a viagem de quem sai do norte do estado para o Rio é mais segura pela BR, já que a estrada está sem buracos e a sinalização está ótima (inclusive o mato alto que tapava algumas placas foi cortado). Como tudo na vida tem um preço, as praças de pedágio já estão quase prontas... mas enfim, acho que a relação custo-benefício, mesmo com o pedágio, vai ficar melhor que a Via Lagos. Veremos.

Ficamos hospedados na casa do nosso amigo no Flamengo do dia 30 para 31. Como meus pais e minha irmã também estavam no Rio para o Réveillon, nesta noite combinamos de encontrá-los. Após umas taças de espumante e petiscos "Tia Rosinha" na casa em que eles estavam hospedados, fomos jantar num boteco de Ipanema, o Manoel & Juaquim. Já conhecia o bar de outros Réveillons (inclusive eles têm - ou tinham - uma filial em SP) e posso dizer que é uma comida de buteco excelente, assim como o chope, muito bem tirado. Mas desta vez, como o programa era jantar, acabei pedindo a sugestão do garçom, que era um bacalhau. A dica aqui é a seguinte: as porções para 1 pessoa servem 2 e as para 2 servem tranquilamente 3. Além da porção generosa, o serviço foi muito bom (apesar do período de festas e do bar estar lotado). Mas o ponto negativo é que achei o bacalhau meio sem sal. Posso até ter dado azar, mas como outros colegas pediarm frango a passaralho (com muito alho...hehehe) e estava ótimo, fiquei com o pensamento na cabeça: em buteco, só comida de buteco.

Dia 31 acordamos e fomos para a casa da colega ajudar nos preparativos. Como ninguém é de ferro, já começamos a tomar umas e quando a festa começou (quando começou mesmo?), já estava pra lá do Zimbábue. No momento da virada fomos para Copacabana e ficamos ali no posto 6, próximo ao forte. Não sei se foi a posição ou a vodka, mas achei a pirotecnia meia boca. O lance da contagem regressiva na roda gigante foi legal. Em resumo, a virada foi bacana, pois é sempre emocionante passar o réveillon em copa. Para quem quiser se aventurar alguma vez, chegue cedo, fuja das multidões (ficar perto do palco é meio doidera) e nunca, NUNCA pense em ir de carro pra copacabana no dia 31. O risco de passar a virada no carro é imenso.

Acordei por volta das 7 da manhã do dia 1º, meio embriagado, e fui caminhar na orla de ipanema, pois acabamos indo dormir na casa do amigo dos meus pais. Descobri que a galera faz um after lá no Arpoador, que estava bem agitado para o horário: mais de 100 pessoas dançando e bebendo. Fica a dica.

Primeiro dia do ano, feriadão, todo mundo de ressaca e tudo fechado. Acabamos indo pra um dos únicos programas disponíveis à noite: jogar boliche no barra shopping. O lugar em si é muito bom, mas achei os funcionários meio atrapalhados. Para se ter uma idéia, levamos quase meia hora pra pagar(!), depois de já termos saído da pista e tudo. Saímos de lá e fomos jantar no Outback, que fica no New York, um anexo do Barra Shopping. É um restaurante de carnes, no estilo australiano. Comida boa (um pouco apimentada, para os que não são iniciados) e preço justo. Destaque para a cebola gigante à milanesa de entrada.

Dia seguinte fomos almoçar na Majórica, uma churrascaria tradicional que fica no Flamengo. Digo tradicional porque é uma das poucas churrascarias não-rodízio que sobraram. Ambiente simples, mas acho a casa um pouco fechada demais, sem janelas ou entradas de luz natural. Muitas famílias. Carnes no ponto certo e preço justo. Adoro também a batata frita "pastel", que o garçon gentilmente ensinou a receita para a chef de cozinha que nos acompanhava (e agora estou ansioso para a degustação na casa dela. rsrsrs). À noite tentamos ir para a Lapa mas, como era esperado, estava tudo absolutamente lotado. Daí pegamos um táxi e fomos dançar na Casa da Matriz. É uma casa noturna instalada num casarão de Botafogo, que tem duas pistas de dança (uma no térreo e outra no andar de cima). Foi minha primeira vez na casa e a impressão que ficou na minha memória foi de lugar cheio. Muito cheio. Pra falar a verdade, quase morguei e pedi pra sair. Mas o pessoal arranjou um cantinho e pudemos curtir um pouco. Pessoal por volta dos 25-35 anos. Música brasileira dançante nas pick ups. Uma coisa extremamente bizarra é o fumódromo da casa: um quartinho no andar de cima, sem janela, que o fumaça chega a ficar densa, e com um figura tocando gaita (imagino que ficar aspirando e soprando naquele ambiente não seja nada salutar...). Sinistro. Ficamos até umas 4 da manhã e partimos.

Resumindo, foi um Réveillon simples mas bem divertido. Deu uma enriquecida nas minhas impressões.

Até a próxima viagem.

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